Fotografias da Banda

                                                                Banda de Loriga – 1907- 08

A datação decorre do circunstancialismo do maestro Narciso Marques ter saído no início de 1909 e ter falecido em 25 de abril de 1909. Encontra-se no centro, com outra farda. À sua frente está Carlos Simões Pereira com o clarinete na mão.

 

Fotografias da Banda Filarmónica de Loriga

O registo iconográfico é uma memória e como tal faz parte integrante da história. Uma história que pode ser local, regional, nacional, internacional e mundial mesmo. Pode ser de uma pessoa, de muitas pessoas, de uma instituição, de uma comunidade ou de um povo!

A fotografia como fonte documental que representa pode possibilitar-nos indagar sobre um fácies identitário e, recolher dela, um máximo de informações que nos vão apoiar na construção das sínteses históricas. Quando se olha para um registo fotográfico, imediatamente se estabelece uma ponte entre aquele momento e o espaço que está na imagem e o momento que ele está vivendo, caso se trate da mesma pessoa. Se as pessoas não forem as mesmas, será todo o espaço e a sua envolvência que é observado, quer sejam as pessoas e os demais elementos, constituindo assim um manancial rico de informação multidisciplinar e transdisciplinar.

Desta análise minuciosa de um passado qualquer… agora conhecido e interpretado, atingir-se-á a compreensão do presente! Um presente que acautelará um futuro inteligível e assumido integral e totalmente.

O trabalho de recuperação e preservação das fontes iconográficas, exige do pesquisador um trabalho de reflexão exaustiva, de forma a suscitar as perguntas que as fontes vão permitindo e encontrar assim as hipóteses que o trabalho de crítica interna for exigindo. Um questionar constante até encontrar as respostas, será o ideal para saber mais …o documento fala por si!