{"id":905,"date":"2016-07-04T20:42:43","date_gmt":"2016-07-04T19:42:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.bandadeloriga.org\/?page_id=905"},"modified":"2017-05-23T20:10:24","modified_gmt":"2017-05-23T19:10:24","slug":"recensao-ao-livro","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.bandadeloriga.pt\/?page_id=905","title":{"rendered":"Recens\u00e3o ao livro"},"content":{"rendered":"<p><strong>Recens\u00e3o ao livro: <\/strong><\/p>\n<p><strong>\u201cDA PHILARMONICA LORIGUENSE \u00c0 SOCIEDADE RECREATIVA E MUSICAL LORIGUENSE: UM PERCURSO HIST\u00d3RICO (1906 \u2013 2016)\u201d<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 com imensa satisfa\u00e7\u00e3o que hoje me encontro aqui em Loriga, a convite da Dire\u00e7\u00e3o da SRML, para dar a conhecer, ou melhor, apresentar o livro que imortaliza a hist\u00f3ria da sua <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"252\" height=\"313\" class=\" wp-image-3822 alignleft\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.bandadeloriga.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/S\u00e9rgio-Apresenta\u00e7\u00e3o-livro.jpg\" srcset=\"https:\/\/www.bandadeloriga.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/S\u00e9rgio-Apresenta\u00e7\u00e3o-livro.jpg 636w, https:\/\/www.bandadeloriga.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/S\u00e9rgio-Apresenta\u00e7\u00e3o-livro-242x300.jpg 242w, https:\/\/www.bandadeloriga.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/S\u00e9rgio-Apresenta\u00e7\u00e3o-livro-400x496.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 252px) 100vw, 252px\" \/>Banda Filarm\u00f3nica ao longo dos seus 110 anos de exist\u00eancia.<\/p>\n<p>Foi para mim uma tarefa complicada mas ao mesmo tempo aliciante desvendar o conte\u00fado desta obra, ao tentar reconhecer pessoas e lugares m\u00edticos&#8230; que em certa parte me eram familiares.<\/p>\n<p>Entendo que a apresenta\u00e7\u00e3o de um livro n\u00e3o deve ser apenas uma divulga\u00e7\u00e3o e amostra, mas sim um espa\u00e7o de comunica\u00e7\u00e3o e partilha, de forma que todos os participantes desta sess\u00e3o solene fiquem desejosos da sua aquisi\u00e7\u00e3o e posterior leitura.<\/p>\n<p>Desta forma tentarei motivar e sensibilizar, qui\u00e7\u00e1 espica\u00e7ar os presentes, para uma leitura atenta de uma obra de uma riqueza de conte\u00fados not\u00e1vel e de grande rigor hist\u00f3rico.<\/p>\n<p>Dada a objetividade e profundidade da investiga\u00e7\u00e3o e a abrang\u00eancia dos seus conte\u00fados, dever\u00e1 ser muito mais que um simples livro, devendo constituir-se como uma ferramenta de estudo e de consulta obrigat\u00f3ria.<\/p>\n<p>Ao tratar-se da primeira narrativa impressa da nossa Banda de Loriga, ser\u00e1 certamente um passo importante para que a sua hist\u00f3ria n\u00e3o se perca, pois \u00e9 claro e evidente que importantes testemunhos e documentos desapareceram.<\/p>\n<p>Para elaborar esta obra, o autor utilizou duas preciosas fontes, uma delas, a transmiss\u00e3o oral de depoimentos de pessoas, e a outra, documental, como seja a consulta de documentos hist\u00f3ricos ainda preservados, peri\u00f3dicos da altura, e a utiliza\u00e7\u00e3o recorrente de bibliografia t\u00e9cnica, entre outros. Foi um trabalho dif\u00edcil que o autor teve que trilhar, uma vez que j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 pessoas que possam recordar-se do surgimento da Banda Filarm\u00f3nica assim como a pouca documenta\u00e7\u00e3o existente que se tornou insuficiente para alcan\u00e7ar uma maior exatid\u00e3o na obra que aqui se apresenta.<\/p>\n<p>Este livro inicia-se com uma contextualiza\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica das Bandas Filarm\u00f3nicas em Portugal, que se sabe teve o seu primeiro incremento na primeira metade do s\u00e9c. XIX e que se contabilizam, atualmente, cerca de 800.<\/p>\n<p>Seguidamente, \u00e9 apresentada uma s\u00edntese hist\u00f3rica da Vila de Loriga elaborada pelo autor. Penso que \u00e9 escusado aprofundar esta mat\u00e9ria, uma vez que \u00e9 do conhecimento de todos os Loriguenses as origens da nossa terra, que est\u00e3o mais que estudadas e narradas em livros e peri\u00f3dicos da regi\u00e3o da Serra da Estrela.<\/p>\n<p>No que respeita \u00e0 <strong>Funda\u00e7\u00e3o da Banda de Loriga<\/strong>, irei debru\u00e7ar-me um pouco mais sobre este assunto. Todos sabem \u2013 atrav\u00e9s daquilo que nos foi transmitido oralmente ao longo dos tempos \u2013 que a mesma ocorreu j\u00e1 no s\u00e9culo XX, mais concretamente a 1 de Julho de 1906. A primeira designa\u00e7\u00e3o utilizada foi mesmo <em>Philarmonica Loriguense<\/em>, a que se seguiram outras terminologias at\u00e9 chegar \u00e0 atual Sociedade Recreativa e Musical Loriguense.<\/p>\n<p>Aqui residem algumas interroga\u00e7\u00f5es que o autor refere e bem, onde se conclui que a funda\u00e7\u00e3o da mesma foi anterior a 1906. De acordo com o que vem relatado no Jornal da altura \u201cEchos de Loriga\u201d, editado em Bel\u00e9m do Par\u00e1, no Brasil, constatou-se que em Maio, a Banda de Loriga j\u00e1 tinha tocado no coro da Igreja Matriz, no \u00e2mbito das festividades do m\u00eas Mariano, a convite do ent\u00e3o P\u00e1roco de Loriga, Monsenhor Ant\u00f3nio Mendes Gouveia Cabral (Padre \u201cVelho\u201d), que acumulava a fun\u00e7\u00e3o de Secret\u00e1rio da Banda, e que distribu\u00eda cigarros pelos 30 m\u00fasicos que a compunham.<\/p>\n<p><strong>Para mim e certamente para todos v\u00f3s, esta \u00e9 uma das grandes surpresas que este livro nos presenteia, tratando-se mesmo de um importante dado hist\u00f3rico que se desconhecia!<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 ainda outros factos que permitiram ao autor avan\u00e7ar para que a funda\u00e7\u00e3o seja anterior a Julho de 1906, os quais se centram em propostas e cart\u00f5es de s\u00f3cio existentes na altura, a constru\u00e7\u00e3o do coreto e o Regulamento Interno da SRML, aprovado j\u00e1 em 1981, em que diz que a mesma foi fundada a 1 de Julho de 1905. Tamb\u00e9m uma carta impressa da SRML de 1951, redigida pelo ent\u00e3o diretor Jos\u00e9 Gomes Lages (Alferes), refere que a Banda foi fundada, pasme-se, em Abril de 1906&#8230;Uma tamanha confus\u00e3o!<\/p>\n<p>S\u00e3o quest\u00f5es que se colocam e sem resposta, das quais deveremos reter que a Banda j\u00e1 teria sido incrementada anteriormente, e que 1 de Julho de 1906 seria a primeira sa\u00edda \u00e0 rua na Prociss\u00e3o do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus, em Loriga, que se realizava por essa altura.<\/p>\n<p><strong>Fundadores<\/strong><\/p>\n<p>Foram seus fundadores Joaquim Gomes de Pina e Mateus de Moura Galv\u00e3o, loriguenses emigrados em Manaus e no Par\u00e1 do Brasil, respetivamente. \u00c9 associado mesmo ao primeiro a organiza\u00e7\u00e3o e iniciativa, conforme descri\u00e7\u00e3o no Jornal \u201cEchos de Loriga\u201d, em 1906.<\/p>\n<p>Quanto ao segundo, possu\u00edmos uma mem\u00f3ria fotogr\u00e1fica de 1911, em que os filarm\u00f3nicos seguram um quadro do pr\u00f3prio, que lhe ofereceram por ter sido tamb\u00e9m um dos fundadores e a quem estavam eternamente gratos.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m aqui na funda\u00e7\u00e3o da Banda, se foram associando outros nomes, erradamente, como refere o autor, tais como: Augusto Lu\u00eds Mendes, grande industrial e Benem\u00e9rito de Loriga e Ant\u00f3nio Cabral, marido da D. Maria da Purifica\u00e7\u00e3o Rocha Cabral. A \u201cD. Maria\u201d, como era conhecida, e que chegou mesmo a arranjar uma casa de ensaios na sua habita\u00e7\u00e3o, situada no Cabe\u00e7o da F\u00e2ndega, no Tapado, onde a Banda permaneceu at\u00e9 1930.<\/p>\n<p>\u00c9 referenciado no livro de forma objetiva e fundamentada, que estes dois loriguenses estiveram ligados \u00e0 Institui\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e0 funda\u00e7\u00e3o, mas sim \u00e0 perman\u00eancia e continuidade da Banda, uma vez que os 2 Fundadores faleceram muito cedo: Joaquim Gomes de Pina (1909) e Mateus de Moura Galv\u00e3o (1916).<\/p>\n<p><strong>Papel dos emigrantes no Brasil<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida que os loriguenses radicados no Brasil estiveram na vanguarda e no progresso da vila de Loriga, dado o seu bairrismo e as suas benfeitorias. Para al\u00e9m da Banda, fundaram em 1907 um Grupo Escolar Loriguense, em Manaus, onde premiavam os melhores alunos de Loriga e distribu\u00edam livros \u00e0s fam\u00edlias mais carenciadas. Gesto altru\u00edsta para n\u00e3o falar dos fonten\u00e1rios (1905-1907), coreto (1905), cruz de prata, a subscri\u00e7\u00e3o para a luz el\u00e9trica (1912), e por \u00faltimo e n\u00e3o menos importante, a venera\u00e7\u00e3o a Nossa Senhora da Guia, que se iniciou em 6 de Outubro de 1884, com a constru\u00e7\u00e3o da capela e mais tarde a oferta de todo o seu altar.<\/p>\n<p>Conv\u00e9m ent\u00e3o reter que em Maio de 1906 a Banda se apresenta na Igreja Matriz; a 1 de Julho de 1906 na Prociss\u00e3o do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus; a 5 de Agosto de 1906 na Festa de Nossa Senhora da Guia (elencada por transmiss\u00e3o oral), e a 16 de Setembro de 1906 em Sazes da Beira, na romaria de Santa Euf\u00e9mia, a primeira festa realizada fora de Loriga.<\/p>\n<p><strong>Maestros<\/strong><\/p>\n<p>Relativamente aos maestros que passaram pela nossa Banda, os mesmos se encontram referenciados no livro com a sua Biografia. Apenas algumas notas sobre os de primeira \u00e1gua, nomeadamente o primeiro maestro Juan Martinez, de nacionalidade espanhola.<\/p>\n<p>Foi o fundador Joaquim Gomes de Pina que o contratou, talvez por na altura ter a sua filha Laura a estudar piano num col\u00e9gio em Salamanca, e o ter conhecido por essas bandas.<\/p>\n<p>Quanto ao segundo maestro, falou-se sempre do Maestro Alves de Av\u00f4, mas que muita pesquisa levou o autor do livro a descobrir de quem se tratava. Concluiu-se que era o Maestro Ant\u00f3nio Alves das Neves, natural de Anceriz, Arganil. Tinha sido sim o maestro da Banda de Av\u00f4 e o fundador da Filarm\u00f3nica Flor do Alva. Era m\u00fasico militar reformado.<\/p>\n<p>O terceiro maestro elencado foi Narciso Marques, tamb\u00e9m m\u00fasico militar reformado, e era natural de Vila Nova de Taz\u00e9m. Tamb\u00e9m aqui fic\u00e1mos a saber a sua naturalidade e por casualidade \u00e9 a terra natal do nosso Presidente da Banda, Joaquim Almeida!<\/p>\n<p>\u2013 Caro Presidente! J\u00e1 existe um dado hist\u00f3rico na Banda que o liga!:)<\/p>\n<p><strong>Contramestres<\/strong><\/p>\n<p>Nesta Institui\u00e7\u00e3o, coexistiu ainda durante v\u00e1rios anos a figura de contramestre, que normalmente era confiada \u00e0 pessoa com mais habilidade musical e que normalmente assumia a coordena\u00e7\u00e3o da Escola de M\u00fasica. Foram alguns os que assumiram esse papel, destacando-se Ant\u00f3nio de Brito Amaro (\u201cRamalho\u201d). Este foi sem d\u00favida o contramestre que mais tempo permaneceu na Escola de M\u00fasica e que ensinou mais jovens.<\/p>\n<p>S\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel haver Banda Filarm\u00f3nica com uma forte Escola de M\u00fasica, pelo que aproveito este espa\u00e7o para apelar \u00e0 atual Dire\u00e7\u00e3o, que a mantenha sempre viva e cada vez mais din\u00e2mica.<\/p>\n<p>E assim, sucederam-se maestros, contramestres, filarm\u00f3nicos, dire\u00e7\u00f5es e diretores, que a nossa mem\u00f3ria exalta e que deram corpo e alma a esta Institui\u00e7\u00e3o Centen\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>Interrup\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Como em todas as associa\u00e7\u00f5es culturais e recreativas, h\u00e1 momentos bons e menos bons, e a Banda de Loriga tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 exce\u00e7\u00e3o. Houve 3 paragens, nomeadamente em 1924, 1963 e 1977\/8, pela forte emigra\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m pela sa\u00edda de m\u00fasicos para o servi\u00e7o militar.<\/p>\n<p><strong>Atividade Art\u00edstica<\/strong><\/p>\n<p>Encontram-se tamb\u00e9m retratadas neste livro todas as desloca\u00e7\u00f5es mais significativas e c\u00e9lebres que a Banda realizou por todo o pa\u00eds continental e A\u00e7ores, e no Luxemburgo, onde fez a sua estreia em territ\u00f3rio internacional; grava\u00e7\u00e3o de 2 CD\u2019s; os epis\u00f3dios mais marcantes na vida de m\u00fasico filarm\u00f3nico, alguns dos quais bem dram\u00e1ticos (a trag\u00e9dia em Vilar Maior, em 1971); uma exposi\u00e7\u00e3o cronol\u00f3gica de fotos da Banda e a estreia dos respetivos fardamentos; report\u00f3rio executado e arquivo musical da Banda; as casas de ensaio e sedes que foram o aconchego dos m\u00fasicos; os instrumentos musicais que est\u00e3o em museu e os que est\u00e3o em atividade&#8230;Bem&#8230; N\u00e3o irei desvendar mais sobre o livro. Ficar\u00e3o estes t\u00f3picos finais para agu\u00e7ar a vossa curiosidade&#8230;<\/p>\n<p><strong>Rela\u00e7\u00f5es familiares e afetivas<\/strong><\/p>\n<p>Apenas referir a t\u00edtulo pessoal e reiterando a minha interven\u00e7\u00e3o inicial, o regozijo em apresentar esta obra, tamb\u00e9m por la\u00e7os familiares e afetivos, os quais de maneira nenhuma podia negar ou esquecer. Destaco: Primo Dr. Augusto Moura Brito, autor do livro, com o qual estive sempre em sintonia e atento ao trabalho not\u00e1vel e incans\u00e1vel que ia realizando, ajudando no que podia, pois sentia que essa responsabilidade tamb\u00e9m era minha, n\u00e3o fosse eu o ter convidado para esta \u00e1rdua tarefa; meu pai, por ter sido executante, contramestre e maestro desta Banda de M\u00fasica; tio Augusto Pinto Apar\u00edcio, ex\u00edmio clarinetista da Banda durante largos anos e com o qual privei e absorvi alguma da sua forma de estar; primo Ant\u00f3nio Lu\u00eds Amaro, h\u00e1bil executante de saxofone durante largos anos e que contribuiu com o seu precioso testemunho para a constru\u00e7\u00e3o da narrativa; e outros tantos parentes, alguns dos quais ainda no ativo da Banda, primo Jos\u00e9 Apar\u00edcio Fernandes, executante e diretor, a quem agrade\u00e7o o am\u00e1vel convite em representa\u00e7\u00e3o da Dire\u00e7\u00e3o; primo Carlos Moura Marques, tamb\u00e9m ele executante e diretor, e por fim, n\u00e3o menos importante, o Amigo Fernando da \u201cRequinta\u201d, que nos deixou no ano passado, e que esteve ligado a esta Banda mais de 50 anos, pelo qual tinha muita estima e considera\u00e7\u00e3o, como se tratasse quase de um familiar.<\/p>\n<p>Creiam que me sinto plenamente em casa, e qui\u00e7\u00e1, n\u00e3o seria um profissional da m\u00fasica gra\u00e7as tamb\u00e9m a esta Institui\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p>E por falar em fam\u00edlia e recuando um s\u00e9culo atr\u00e1s, j\u00e1 a minha Trisa-Av\u00f3, Ana Abrantes (Ana \u201cTripa\u201d), juntamente com outras senhoras, se deslocavam a p\u00e9 a S\u00e3o Bento, com cestas \u00e0 cabe\u00e7a, para acolherem a Banda Velha de Manteigas, que at\u00e9 \u00e0 funda\u00e7\u00e3o da Banda de Loriga, vinha abrilhantando a festa de Nossa Senhora da Guia. Para l\u00e1, levavam farn\u00e9is para os executantes; para c\u00e1, traziam os seus instrumentos musicais mais pesados. Tempos de grande sacrif\u00edcio mas de grande amor pela m\u00fasica!<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m a minha Bisa-Av\u00f3 Gl\u00f3ria juntamente com a Ana Tripa, eram consideradas as mais fervorosas e entusiastas da Banda de Loriga, deixando tudo para tr\u00e1s, s\u00f3 para a verem e ouvirem.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma frase c\u00e9lebre dita do cimo da Rua da Oliveira e que gravei, pois espelha o amor que estas senhoras, minhas av\u00f3s, possu\u00edam pela Banda de Loriga: \u201c\u00d3 Gl\u00f3ria! Anda, que j\u00e1 l\u00e1 vem a M\u00fasica!\u201d<\/p>\n<p>Por tudo isto, e pela mem\u00f3ria em honrar o passado do qual me \u00e9 muito particular, \u00e9 que se poder\u00e1 escrever a hist\u00f3ria do presente e perspetivar o futuro da Banda de Loriga, que passar\u00e1 pela grande dedica\u00e7\u00e3o e trabalho dos seus filarm\u00f3nicos, maestro e dire\u00e7\u00e3o, pois s\u00f3 assim se conseguir\u00e1 a excel\u00eancia no campo musical.<\/p>\n<p>Termino com um pensamento do compositor alem\u00e3o Ludwig van Beethoven, que dizia: \u201cO g\u00e9nio \u00e9 composto por 2% de talento e de 98% de perseverante aplica\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p><em>S\u00e9rgio Brito<\/em><\/p>\n<p><em>01.07.2016<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Recens\u00e3o ao livro: \u201cDA PHILARMONICA LORIGUENSE \u00c0 SOCIEDADE RECREATIVA E MUSICAL LORIGUENSE: UM PERCURSO HIST\u00d3RICO (1906 \u2013 2016)\u201d \u00c9 com imensa satisfa\u00e7\u00e3o que hoje me encontro aqui em Loriga, a convite da Dire\u00e7\u00e3o da SRML, para dar a conhecer, ou melhor, apresentar o livro que imortaliza a hist\u00f3ria da sua Banda Filarm\u00f3nica ao longo dos<a href=\"https:\/\/www.bandadeloriga.pt\/?page_id=905\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"class_list":["post-905","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.bandadeloriga.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/905","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.bandadeloriga.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.bandadeloriga.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bandadeloriga.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bandadeloriga.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=905"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/www.bandadeloriga.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/905\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3823,"href":"https:\/\/www.bandadeloriga.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/905\/revisions\/3823"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.bandadeloriga.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=905"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}